24 dezembro 2015

Resenha: O Nome do Sonho - M. Deméter



Título: O Nome do Sonho.
Autora: M. Deméter.
Editora: Garcia.
Número de páginas: 312.


Sinopse:
O que você faria se descobrisse que toda a sua realidade não passa de uma fantasia e tudo se baseasse na existência de uma única pessoa?
Pode parecer ilusão, mas essa é a realidade de O Nome do Sonho. Anne já se acostumou com ela, mas Vivian não a aceita com tanta facilidade.
Em um mundo onde todos os sonhos são possíveis, talvez o amor possa transformar os conceitos de realidade e ficção, mas nunca sem sacrifícios.


Opinião:
Eu tive o prazer de ler o prólogo e os primeiros capítulos, mas antes de mais nada, por favor, vamos reparar nessa capa MA-RA-VI-LHO-SA! O mistério começa aí.

O livro já começa envolto por uma camada de dúvidas. O prólogo já é um sonho e logo conhecemos os protagonistas, Vivian e Felipe, deixando claro que se conhecem, apenas não se lembram, e o reencontro se dá em uma espécie de bosque. Mas de onde eles se conhecem? E por que não se lembram? E como eles são tão ligados um ao outro? São tantas perguntas para poucos capítulos lidos…

Logo conhecemos a pequena Anne Elpis, neta de Antony Elpis, que por sua vez, é um escritor que trabalha na editora onde Vivian é recepcionista. Mais ligações? Exatamente. A autora fez tudo se ligar de uma forma.... Sonhadora. E também somos apresentados a uma dimensão bastante interessante: o Sonhar.

De cara, percebemos que Vivian é bem “depressiva”, quase uma emogótica (brincadeirinha rsrs), e quando começa a ser associada a Anne, encontramos um grande contraste das duas personagens.

O Nome do Sonho começa contextualizando a morte de Antony e como Anne se comunica com o avô nos sonhos, enquanto Vivian se comunica com o misterioso Felipe, que ninguém sabe de onde veio e para onde vai, mas de acordo que você vai avançando a leitura, tudo vai fazendo mais sentido e aí… Parece que tiraram a venda dos seus olhos, e aí, acabamos a Parte II da história.

Agora vamos para as considerações. O começo é meio confuso, mas vale muito a pena insistir, pois logo a história “pega no tranco” e você vai embora. Como dito anteriormente, muitas questões surgem, mas TODAS serão sanadas até o final, não deixando nenhuma lacuna sem preencher. Uma coisa que me deixou bastante encucada são os títulos repetitivos dos capítulos, que faz você pensar “Que raios! Por que a autora usa esse sistema?” mas rapidinho você entende e passa a agradecer por ela ter feito isso (pelo menos, eu que sou lerda, achei muito interessante, se não eu iria me perder com certeza).

Outra coisa bem interessante é que podemos, de fato, acompanhar a evolução de Vivian, e não é nada parecida com as atuais personagens, que começam como “Marias-Ninguém” e do nada “Cresci, agora sou mulher… E agora vou chutar uns trazeiros”. Você vê todos os conflitos internos dela, e isso foi o que mais me prendeu… A Vivian do final do livro não é, de jeito nenhum, a mesma do começo.

NUNCA me apaixonei tanto por um livro de autor brasileiro (Thalita Rebouças chega perto, mas eu sobrevivo se tiver que esperar os livros dela), estava até perdendo as esperanças de achar um que me prendesse de verdade. A Deméter está de parabéns, tiro o chapéu pra essa linda. Só uma coisinha: O final da Parte III é surpreendente e lindo!


"Ao menos no trabalho Vivian conseguia se distrair com aquelas realidades alheias. Parecia um tanto fútil prestar tanta atenção na vida dos que frequentavam a editora, mas a garota não fazia por mal. Precisava apenas de fontes de distração para a própria mentira que chamava de vida" -Pág. 33

"- O amor pode ser consequência de sua existência, mas não a essência." -Pág. 159


Nota: 
May the force be with you! That's all, folks!


Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Oi
    nem conhecia o livro, que bom que insistiu na leitura e gostou dele, espero que ele responda todas as questões e a capa está realmente linda, não sei se leria ele mais parece ser legal.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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