20 fevereiro 2016

Resenha: O Despertar do Príncipe - Colleen Houck



Título: O Despertar do Príncipe.
Autora: Colleen Houck.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 384.


Sinopse:
O despertar do príncipe é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia. Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth. Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia.


Crítica:
O livro começa apresentando Lilliana Young, a filha de pessoas importantes e controladoras, garota que não aguenta mais tanto descaso e ao mesmo tempo, obsessão por parte dos pais. Lily está acabando a escola, onde vive de aparências pois até sua vida social é toda uma farsa que favorece os pais e se encontra bastante em dúvida sobre o que fazer na faculdade, sendo que na verdade, é, ela não pode escolher muito. No primeiro capítulo, ela está indo para o Mat (museu mencionado na sinopse), onde gosta muito de passar o tempo, observando as obras e as pessoas, além de desenhar em seu caderno. Em busca de um lugar mais calmo para pensar, Tony, um dos funcionários do museu, diz que ela pode ir para o setor egípcio, que está fechado para o público e lá é que a história realmente começa.

No meio de toda a bagunça que está o setor, Lilliana encontra um homem bem… Peculiar. Ele se diz ser um “quase-rei/não faraó” abençoado pelos deuses Amon-Rá e Hórus há milênios atrás e que precisa, a cada despertar, impedir a vinda do malvado deus do caos, Seth. Até agora, tudo super normal, mas quando esse semideus não encontra seus vasos canópicos, ele faz um feitiço que enlaça sua vida com a de Lily, passando a depender dos órgãos vitais dela.

Completamente confusa, a vida da garota muda completamente. A pessoa que antes agia de forma controlada e com decoro, se viu imersa num mar de aberrações inexplicáveis e nesse ritmo, parte numa viagem para o Egito com Amon, com o objetivo de recuperar seus vasos canópicos e salvar a Terra. É óbvio que, no meio do caminho ela se apaixona pela múmia mais linda da história, mas você vai perceber que também Amon provoca a pobre coitada.

Com todo o furor causado pela Saga do Tigre, é impossível não comparar as duas histórias. Temos duas garotas inocentes, que tratam de se encher de coragem e embarcar numa viagem para muito longe com alguém que não conhecem e dão a vida, enfrentando situações de quase morte em prol de uma causa maior, que é, salvar o mundo obviamente. Ambos os mocinhos são lindos, simpáticos, protetores, românticos… Enfim, são maravilhosos, além de serem príncipes amaldiçoados e ter irmãos assanhados, ponto, vamos falar quem é quem. 

Se você conhece os tigres, essa tarefa se torna mais fácil. Na verdade, Amon é Kelsey, a pessoa de sentimentos confusos, que quer alguma coisa e ao mesmo tempo não quer, faz mimimi, deixa os leitores com raiva mas não ao ponto de odiá-los. Não tem como não amar. Amon também tem um pouco de Ren, pelos motivos principescos e “antigos”, já citados. Lilliana é Ren. Ela quer Amon e deixa isso bem claro, na verdade, deixa isso cristalino com suas investidas nada bem sucedidas. Asten é o irmão “fura-olho”, Kishan, que está de olho na garota do mais velho e deixa bem visíveis as suas intenções, além de ser uma pessoa de fibra, atitude. Ahmose, o irmão mais velho dos três egípcios é o nosso querido Sr. Kadam. Inteligente, simpático e um pouco mais na dele, sabe sempre o que dizer ou o que fazer. Apesar de aparecer só um pouco nos capítulos finais, Anúbis já mostrou que é Durga, aquela criatura que você não sabe se ama ou odeia, mas aceita e segue em frente.

Agora, na minha opinião sobre os personagens, bom, prazer, Lilliana Young. Mais uma personagem para o hall de “Me identifiquei e a autora está me espionando”. Nunca vi mais teimosa e tagarela (na verdade, vi sim, eu), com certeza ela é taurina e vai fazer muitas mais perguntas nos próximos dois livros. Outra coisa que me identifiquei é que chega um ponto que ela simplesmente joga o bom-senso na lixeira mais próxima e solta o verbo mesmo, deixando as coisas mais emocionantes ainda. Amon é um sonho, totalmente perfeito, sendo sempre um amor com a Lily, cuidadoso e posso dizer seduzente (meninas, eu sei que vocês vão me entender na parte da boate). Não ganha do meu amado Ren, mas devo admitir que a disputa está bem feia entre eles e os próximos livros serão decisivos. Os demais apareceram bem pouco, já que o foco do livro foi todo na relação dos dois e na missão de Amon, mas espero que Asten e Ahmose voltem a aparecer.

A história é daquelas que prende, te faz engolir as palavras com os olhos e sua mente viajar para um lugar distante. A escrita é bem tranquila e fluida, sendo bastante engraçada em alguns pontos, mas se você tiver um emocional fraquinho como o meu, se prepare para chorar muito no final, e meu maior erro foi terminar de ler durante a maratona 24h do grupo do desafio I Dare You, porque foi bem difícil de seguir para a outra leitura (na verdade, eu ainda estou de luto pelo final e preciso muito que a Arqueiro agilize o lançamento do próximo por aqui), mas eu sobrevivi. Mais uma vez, a editora mandou muito bem na diagramação e na tradução, já que a edição está linda e sem erros (exceto pela sinopse atrás do exemplar, onde o nome da Lilliana está escrito com apenas uma letra L). E essa capa? Além de ter uma arte MARAVILHOSA, ela segue o estilo dos livros da Saga do Tigre, sendo meio metálica. O meu livrinho foi comprado na Bienal do Rio ano passado e está orgulhosamente autografado pela minha diva Colleen, que chegou de mansinho com A Maldição do Tigre e me ganhou completamente. Nem preciso dizer que o livro já está entre os meus preferidos, né?


"Só que eu não estava certa de querer escapar. Sim, minhas emoções eram contraditórias. Sim, Amon estava me usando como se eu fosse uma barrinha energética. Sim, ele era uma múmia egípcia ressuscitada. Mas eu não podia negar que jamais me sentira tão... Viva em todos os meus 14 anos como nas últimas 24 horas." -Págs 84 e 85.


"A eternidade é um tempo longo demais para não se ter alguma coisa para lembrar." -Pág 361.

Nota: 
May the force be with youThat's all, folks!

Comentários
16 Comentários

16 comentários:

  1. Essa série Deuses do Egito parece ser maravilhoso, já começa pela capa que já me ganha, e a história parece simplesmente incrível.
    https://nerdbookblog.wordpress.com/

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  2. Oi Bia, baixei o livro pela Amazon, mas não li ainda. Estou empolgada com esta leitura, pois só estou lendo resenhas boas a respeito do enredo. Mas como é uma série, estou segurando, pois quero esperar mais um pouco.
    Bjs, Rose.

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  3. OI Bia,
    Eu nunca li nada da Colleen mas todo mundo fala muito bem.
    Eu acho que ela escolheu muito bem a mitologia egípcia para contar essa história e creio que eu vá gostar porque é uma das minhas mitologias favoritas.
    Quero ler mas ao mesmo tempo quero esperar pelo próximo, como faz?
    Acho que vou aguardar um pouquinho,rs.
    bjs
    Luana Lima
    http://blogmundodetinta.blogspot.com

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  4. Oi Bia,
    Nunca li nada da Colleen mas sempre ouço falar bem.
    Eu não sou fã de fantasia, mas como mitologia egípcia é uma das minhas preferidas, vou ter que dar uma chance,rs.
    Só não sei se leio logo ou espero o próximo.
    Que dúvida!!!!!!!!
    Adorei a resenha,
    bjs
    Luana Lima
    http://blogmundodetinta.blogspot.com

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  5. Oie! Cara, eu sou apaixonada pela Colleen e sua escrita. Tenho O Despertar do Príncipe aqui e estou louca para ler! Quase enlouqueci quando ela divulgou a capa do segundo livro e já quero ele também, hahah. Quando li a sinopse do livro, antes de comprar, foi impossível não sentir a semelhança com a Saga do Tigre. Tem a mocinha que acha o homem lindo e parte em busca da libertação dele ou algo parecido. Mas, apesar de tudo isso, eu lerei com todo o prazer ♥ Que bom que você curtiu a leitura *----* Já vou preparar os meus lencinhos para esse livro porque, gente, como eu chorei com O Destino do Tigre :o Sua resenha ficou espetacular ♥

    Beijos,
    Fernanda F. Goulart,
    Império Imaginário.

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  6. Oie,

    Eu estou começando a ficar curiosa com a história do livro, não sou de gostar da mitologia egípcia, mas gente a Colleen é uma diva então eu arriscaria a leitura por ela! E Sabe eu amo o Kishan, então nas disputas eu sempre saio ganhando porque todas preferem o Ren !!

    Mayla

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  7. Um livro excelente. Adorei cada pedaço e sua resenha só confirma meu apego por essa história. Louca pela continuação! Um abraço! http:// www.lostgirlygirl.com

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  8. Hello!
    Uau! Que livro fodástico! Adoro mitologia egípcia e nunca li nenhum livro de fantasia relacionado a ela. Já está mais que anotado na minha lista. E claro, Houck é super bem falada por aí. Acho que não vou me arrepender.
    Bj

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  9. Oiiii, tudo bem?
    Eu já vi milhares de resenhas deste livro, e fiquei bem chateada porque uma quantidade enorme de gente, havia odiado este livro, e ver sua opinião me deixou completamente feliz e faceira da vida, acho lindo este livro, e tenho uma paixão enorme por mitologia.
    Beijão

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  10. Oi Bia, adorei sua resenha...

    Não li nada da autora ainda. Eu adoro mitologia, mas confesso que de todas que já li, a Egípcia foi a que menos me encantou.

    Beijokas da Quel ¬¬
    Literaleitura

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  11. Oii

    Muito bacana a sua resenha.
    Vi que você fez a comparação com o Saga do Tigre, e confesso que fiquei meio perdida porque ainda não li essa saga. Mas a história do livro parece ser bem gostosa de ler e de se aventurar também..

    beijos

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  12. Eu tenho visto tantas resenhas legais desse livro que estou quase cedendo e indo ler também hahahaha

    Mago e Vidro

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  13. Bia, eu nunca tive curiosidade de ler a saga do tigre por motivos de que nunca me chamou atenção.
    Foi quase a mesma coisa com essa, mas na medida que fui vendo as resenhas gostei da mitologia que apresenta e estou mega interessada em ler.

    Lisossomos

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  14. Hello! Tudo bem?

    Já li a Maldição do Tigre da Colleen Houck e ameiii a escrita dela, O Despertar Do Príncipe eu já comprei o livro, mas ainda não li nada.
    Adorooo cultura egípcia e a capa está maravilhosa demais.
    Acho que comparar as duas historias é mais do que normal. E gostei da forma que apresentou as semelhanças entre as duas séries.
    Eu espero gostar mais desse livro, pq o do Tigre eu não suportei a Kelsey, mimizenta chata e Ren era um doido possessivo chato tb.

    LIVROS E SUSHI - https://livrosesushi.wordpress.com/

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  15. Olá... tudo bem??
    Nossa... eu fico perdida na capa desse livro de tão linda... a Arqueiro arrasou... estou louca para ler esse livro... porque amei a série dos tigres e fiquei mega feliz com a sua descrição empolgante na resenha e até a comparação com os personagens... sua resenha ficou ótima e eu adorei lê-la... Xero!!!

    http://minhasescriturasdih.blogspot.com.br/

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  16. Oi Bia! Eu li o primeiro volume da saga do tigre e olha... não gostei. A ideia do livro é legal, todo o encanto, a maldição (achei bem original aliás). Mas foi muita melação para o meu gosto sabe. O trio amoroso me irritou. Acabei nem lendo o restante da série por isso, e fiquei inclusive com um pé atrás sobre a autora.
    Agora você me dizendo as semelhanças entre esse novo livro dela e a saga do tigre, já sabe né: nem vou ler.

    Bom, gosto é gosto, fazer o que. Ainda bem que você gostou.

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