29 julho 2016

Resenha: O Ciclista Mascarado - Neil Peart

Título: O Ciclista Mascarado
Autor: Neil Peart
Editora: Belas-Letras
Número de Páginas: 352
Ano de Lançamento: 2016

Sinopse:
Pedale com o roqueiro Neil Peart em uma extraordinária jornada de bicicleta por estradas de chão batido, encontros com milícias armadas e crises estomacais na África Ocidental dos anos 1990. Graças a esse meio de transporte – rápido para ir de uma cidade a outra em apenas uma manhã e lento o bastante para perceber a alegria das pessoas humildes pelo caminho – a longa jornada proporciona surpresas, choques culturais, momentos de fome, sede e conflitos internos. Este é o livro de estreia de Neil Peart, compositor do Rush, a lendária banda de rock canadense, publicado originalmente em 1996 e só agora traduzido no Brasil. O clássico indispensável para quem está disposto a viver, como o ciclista mascarado, uma emocionante e desafiadora aventura sobre duas rodas.
Crítica:

Em O Ciclista Mascarado, acompanhamos Neil Peart (baterista da banda Rush) em uma viagem de um mês por Camarões, um país da África Ocidental. Ele embarca nessa aventura acompanhado de mais 4 ciclistas, David (o guia), Leonard, Annie e Elsa. Juntos eles passam por diversas cidades do país, cidades hospitaleiras, cidades nem tão hospitaleiras assim, estradas boas e asfaltadas, estradas totalmente acidentadas ao ponto de não poderem pedalar, hotéis precários, falta de água, falta de saneamento, etc.

Além de conhecer Camarões e o povo local, Neil teve que aprender a conviver com seus companheiros de viagem, pois por ficarem muito tempo juntos podiam se desentender as vezes. Acho que o único com quem ele nunca se desentendeu foi Leonard, que era muito pacífico. Durante o livro Neil faz reflexões sobre o que acontece, sobre a vida e sobre assuntos relacionados ao que estava vivendo no momento.

Ao mesmo tempo que o livro trás relatos muito interessantes e te prende, em outros o livro pode ficar um pouco parado. O que levou com que eu gastasse mais tempo que o normal para ler este livro. Em determinado momento o autor chamou um prato típico do lugar de "arroz com porcaria em cima", e essa comida se tratava de arroz com um molho de carne. E além disso ele disse "Nos países do Terceiro Mundo, a pobreza é a mãe da invenção.", acho errado ele apelidar um prato típico dessa maneira por mais que não goste, pois nem me parece que seja algo tão esdrúxulo assim. E esse julgamento de que o prato é invenção da pobreza, é errôneo, pois todos os lugares no mundo tem pratos típicos e isso não quer dizer que seja só porque ocorre a pobreza no local. Entretanto o autor ao longo do livro diz que ele gostava do prato, apesar de ter dado tal apelido para ele.

Achei a capa do livro bem harmônica e que está de acordo com o tema. A diagramação estava muito boa, as fontes eram de um tamanho adequado para a leitura e a folha amarelada ajuda muito na leitura. O livro trás fotografias ao fim dos capítulos e eu acho isso ótimo nos livros deste estilo. Não encontrei nenhum erro de português durante a leitura.

Nota:

No ano seguinte, parti em busca de um modo interessante de visitar a África Ocidental, a fim de aprender mais sobre o povo africano: se os animais me atraíram para a África, foi o povo que me levou de volta. -Pág. 11
Por que as pessoas eram tão antipáticas e desleixadas em Kumba? Por que essas pessoas eram tão infelizes e mal-educadas, por que havia tanta falta de orgulho por si próprios e por suas cercanias? Um irônico cartãozinho no meu quarto de hotel avisava o hóspede: "Tenha respeito por si mesmo e pelo ambiente". Um conselho mais adequado para a cidade do que para seus visitantes. -Pág. 76
A caridade sem rosto não pode auxiliá-los ou socorrê-los, e o maior conflito para tais pessoas é que ninguém realmente se importa com elas. Eles estão realmente perdidos com suas sacolas, totalmente sozinhos debaixo de suas cobertas de jornal. - Pág. 204
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Pela sinopse achei que fosse um filme xD Tem um tomzinho cinematográfico nele. Parece um livro bem... presunçoso. Ou não? Fiquei confusa se você gostou ou não dele. Dá uma curiosidade e tal, mas acho que se entrar na lista de leitura, vai ficar lá por um tempo.

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  2. Olá, tudo bem.

    Muito interessante a premissa, deve ser muito legal passar por vários lugares e melhor ainda sem sair de casa. Haha. Neste caso, apenas seguindo o ciclista. Achei o cometário dele muito infeliz em relação ao prato. Dica interessante. Boas leituras.

    beijos

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