28 setembro 2016

Resenha: 1984 - George Orwell


Título: 1984
Autor: George Orwell
Editora: Penguin Books
Ano de Lançamento: 2008
Número de Páginas: 325
Livro 1 lido no Rory Gilmore Book Challenge.

Sinopse:
Romance distópico clássico do autor britânico George Orwell. Terminado de escrever no ano de 1948 e publicado em 8 de Junho de 1949, retrata o cotidiano de um regime político totalitário de modelo comunista. No livro, Orwell mostra como uma sociedade oligárquica é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela.
O romance tornou-se famoso por seu retrato da difusa fiscalização e controle de um regime coletivista-socialista na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo. Desde sua publicação, muitos de seus termos e conceitos, como "Big Brother", "duplipensar" e "Novilíngua" entraram no vernáculo popular. O termo "Orwelliano" surgiu para se referir a qualquer reminiscência do regime ficcional do livro. O romance é geralmente considerado como a magnum opus de Orwell.
De fato, 1984 é uma metáfora sobre o poder e atuação dos regimes comunistas, Orwell o escreveu animado de um sentido de urgência, para avisar os seus contemporâneos e às gerações futuras do perigo que corriam, e lutou desesperadamente contra a morte - sofria de tuberculose - para poder acabá-lo. Ele foi um dos primeiros simpatizantes ocidentais da esquerda que percebeu para onde o estalinismo caminhava e é aí que ele vai buscar a inspiração: percebe-se facilmente que o Grande Irmão não é senão Stalin e que o arqui-inimigo Goldstein não é senão Trotsky.
Explicando que seu objetivo básico com a obra era imaginar as consequências de um governo stalinista dominante na sociedade britânica, Orwell disse: "1984 foi baseado principalmente no comunismo, porque essa é a forma dominante de totalitarismo. Eu tentei principalmente imaginar o que o comunismo seria se estivesse firmemente enraizado nos países que falam Inglês, como seria se ele não fosse uma mera extensão do Ministério das Relações Exteriores da Rússia."

Crítica:

Hello Cults!

Como podem ver, estou começando essa resenha de uma forma diferente do habitual. Mas este acho que foi o livro mais difícil para escrever uma resenha, pois exige-se um certo cuidado para falar dele, pelo menos penso assim. Espero que gostem da resenha, pois ela foi feita com muito cuidado e todo carinho.

Em 1984 somos apresentados a Winston Smith, um cidadão da Oceania (não é o continente, gente) e trabalhador do Ministério da Verdade. Winston se questiona sobre muitas coisas que o Partido e o Grande Irmão (líder do partido) fazem e de certa forma os odeia, mas mesmo que em pensamentos, isso é um crime contra o partido e pessoas que cometem tal crime desaparecem e deixam de existir.

O Grande Irmão está te vendo.
Poderia dizer que a estória se passa em um universo distopico, onde nossa Terra encontra-se dívida em 3 estados que vivem em guerra, sendo eles Oceania, Lestásia e Eurásia. Na Oceania, que é onde Winston vive, há apenas um partido político que controla tudo a mãos de ferro, fazendo de tudo para que a população não pense e de maneira controladora acabando com quem pensasse de maneira diferente do que o Partido quer. O lema do partido é "Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é força". Acabaram com a ligação amorosa dos pais com os filhos, e filhos denunciam os próprios pais se acharem que estão fazendo algo de "errado". O casamento apenas existe para que possam cumprir o seu dever com o partido de procriar. Tudo é escasso desde comida até por exemplo produtos de higiene como lâminas de barbear. 

O partido controla a tudo e a todos, todas as residências possuem uma teletela, que é uma espécie de televisão, que além de transmitir os programas do partido, pode ver tudo o que se esta fazendo e ouvir também. Em todos os lugares existem câmeras e microfones que podem ver e ouvir tudo o que as pessoas dizem.
Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força;
No decorrer do livro Winston faz vários questionamentos quanto a forma que são obrigados a viver, sobre o governo... Se pega interessado em saber como os proles (pessoas comuns) vivem e sobre como tudo era antes de o partido controlar tudo. Em decorrência disso ele acaba se arriscando muito. Até que conhece Júlia que compartilha de vários pensamentos e ideais que ele e muita coisa vai mudar em sua vida, o que trará enormes consequências.

O que dizer deste livro? Chocante? Arrebatador? Impressionante? Difícil descrever. A sociedade a que somos apresentados nos faz refletir e de certa forma da aquele medo de algum dia isso se tornar uma realidade terrível e concreta. Há todo um jogo político e psicológico no universo do livro, tudo é descrito de maneira a deixar tudo o mais real possível de maneira que possa se compadecer da situação.

Símbolo do Partido.

Winston é um personagem bem babaca no início, e chega a deixar a gente com um certo nojo dele. Mas imergida no universo de 1984 de certa forma da para compreender e até sentir pena dele, pois ele claramente é do jeito que é por causa da sociedade em que vive e de como as coisas funcionam nela. Na verdade é compreensível como todos se comportam, pois foram criados desde cedo para acreditar em algo. Acho que somente os "poderosos" do partido é que não dá pra perdoar a mente doentia e as barbaridades que fazem.

Este é um livro que precisa ser lido de maneira lenta e calma, de forma a absorver todas as mensagens que ele trás. Penso, que ainda assim, o livro deve ser lido mais de uma vez para que se possa compreender tudo o que ele trás e significa. A escrita é muito inteligente e pode-se notar o grande talento de George Orwell. Uma leitura que penso que nem todos irão gostar, mas que recomendo para todos. 

Nota: 

Em cada patamar, diante da porta do elevador, o cartaz da cara enorme o fitava na parede. Era uma dessas figuras cujos olhos seguem a gente por toda parte. O GRANDE IRMÃO ESTÁ TE VIGIANDO, dizia a legenda.
Sentiu-se como quem vagueia nas florestas do fundo do mar, perdido num mundo monstruoso o de ele próprio era o monstro. Estava só. O passado morto, o futuro inimaginável.
"Dizem que o tempo tudo cura,
Dizem que sempre de pode esquecer,
Mas os sorrisos e lágrimas, anos a fio,
Ainda fazem meu coração sofrer."
Comentários
8 Comentários

8 comentários:

  1. Olá,
    Já ouvi muito falar desse livro e já li algumas resenhas sobre ele. A sua resenha foi a melhor para mim, a que mais me fez entender um pouco livro. E você me fez querer muito lê-lo.
    Parabéns pela resenha.
    Abrçs.

    ✿Blog: Autora Marcia Pimentel✿ ✿Instagram✿ ✿Twitter✿

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    1. Leia sim, ele pode até parecer um pouco maçante de início por causa da tensão e seriedade que ele traz, mas é uma leitura excelente.

      Beijos!

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  2. Esse livro é maravilhoso.
    Felizmente já tive a chance de ler e sou apaixonada por romances distópicos.
    Art of life and books.

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  3. O livro me pareceu bastante interessante...agora ele já consta na minha lista de desejáveis.. Obrigada por me mostrar esse livro. Bjos.

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    1. Fico feliz que tenha gostado da resenha, leio livro sim!

      Beijinhos!

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  4. A escrita de Orwell realmente tem o dom de nos fazer parar a leitura de tempos em tempos para refletir sobre o que acabamos de ler. Note como é incrível a aplicabilidade de suas ideias nos sistemas políticos atuais, tudo feito bem debaixo dos nossos narizes, e ainda assim, agimos como se não enxergássemos as barbaridades absurdas que são feitas...de fato, 'ignorância é força'.
    As distopias estão tão em alta hoje que os clássicos estão sendo resgatados e redescobertos. Da mesma linha, recomendo Laranja Mecânica, a Revolução dos Bichos, Admirável mundo novo e Fahrenheit 451. Para quem busca literatura distópica mais atual, provavelmente já ouviram falar das franquias Jogos Vorazes, Divergente, Feios, etc. =D

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    1. Realmente, muita coisa se aplica a atualidade e isso da um pouco de medo.
      Destes livros que recomendou, parte deles está na lista do Rory Gilmore Book Challenge e outros como A Revolução dos Bichos já me foi recomendado é tenho mesmo que ler. Dos atuais, eu ainda não li Feios, mas ainda pretendo ler.
      Obrigada pelo comentario e pelas dicas.

      Beijinhos!

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