29 julho 2017

Resenha: A Maldição do Vencedor - Marie Rutkoski


Título: A Maldição do Vencedor
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma21
Número de Páginas: 328
Ano de Lançamento: 2016
Livro lido com o Clube de Leitura Conjunta (CLC).

Sinopse:
Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai - o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos -, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida... As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A Maldição do Vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita. Em um mundo dividido entre o desejo e a escolha, o dominador e o dominado, a razão e a emoção, de que lado você permanecerá?

Kestrel é uma jovem Valoriana de 17 anos, vive em Herran um dos territórios conquistados pelo seu país de origem Valória. Seu pai é o grande general Trajan, e deseja muito que a filha se junte ao exército, ou é isso, ou é se casar. Porém, Kestrel não sonha com nada disso, no momento ela só quer jogar Morder e Picar, e tocar o seu amado piano. Em um dia brincando pelas ruas do mercado com sua melhor amiga Jess, acaba indo parar na região onde ocorrem os leilões de escravos, um lugar que ela odeia e não gostava de ir. Esta ida acidental ao leilão, acaba fazendo com que em um impulso comprasse um escravo Herrani por um preço absurdo, o que gera uma fofoca enorme entre a população.

Kestrel simplesmente não sabe o que fazer com o escravo e esquece dele por alguns dias, até o mordomo da casa dar ao escravo o serviço de ferreiro para o qual ele tinha aptidão. Pela "lógica" do povo Valoriano uma mulher pode entrar para o exército, mas não pode andar sozinha pela cidade. Então em um certo ponto Arin, o escravo, passa a acompanhar Kestrel em seus passeios, eventos sociais e visitas a Jess. Ao longo disso tudo a trama se desenrola e ficamos sabendo de planos, mistérios, a história dos personagens e nos envolvemos com o romance que cresce entre Kestrel e Arin.

Arin a princípio é arrogante e bruto, mas aprendemos no decorrer da leitura que tudo tem um porquê a medida que descobrimos sobre o passado dele e dos Herranis. Podemos entender a razão de Kestrel odiar tanto os leilões, afinal ela teve uma Ama Herrani a quem amava e era como sua mãe. É interessante como ao decorrer do livro conhecemos a cultura e as peculiaridades do povo Valoriano e do povo Herrani. Apesar de se acharem muito superiores, na minha visão o povo Valoriano é um povo fútil e sem cultura, tratam os Herranis como selvagens, mas acham que coisas como literatura, poesia, música e artes são perda de tempo. Enquanto são coisas que o povo Herrani aprecia e valoriza.

A princípio algumas coisas de Kestrel e Arin me irritaram, mas outras me fizeram amar esses personagens e torcer muito por eles. O povo Valoriano me fez torcer muito para que os Herranis conseguissem Herran de volta, e não consegui me simpatizar com Jess, que me pareceu "amiga da onça" em várias partes. Mas tudo bem, vou relevar e considerar que tudo foi devido a sociedade em que foi criada, mas não gostei de algumas atitudes dela com Kestrel.

Gostei muito do livro e de sua leitura, a escrita da autora e envolveu e os capítulos sempre terminavam em momentos cruciais que me deixavam doida para ler o próximo. A capa do livro é maravilhosa e estou muito apaixonada por ela. A diagramação está muito boa, deixando  livro bonito e a leitura prazerosa. Confesso que mal posso esperar para ler os próximos livros.

Nota:

- Você não frequenta leilões, não é? A Maldição do vencedor é quando você vence as ofertas, mas só pagando um preço exorbitante.
Quando fechou os olhos, lembrou de algo que seu pai sempre lhe dizia quando ela era criança e que também dizia aos soldados na noite anterior à batalha: "Nada nos sonhos pode ferir você".
"A felicidade depende de ser livre", o pai de Kestrel sempre dizia, "e a liberdade depende de ter coragem".
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