14 outubro 2017

Entrevista: Arlene Diniz


Hello Cults!

 Fazia um bom tempo que nenhuma entrevista era postada por aqui, não é mesmo? Mas hoje isso vai mudar, pois estou trazendo uma entrevista com a autora de um dos melhores livros que li, ou melhor devorei, esse ano. Estou falando da fofa da Arlene Diniz, autora do livro Uma viagem nem um pouco sonhada. Sim, esse mesmo que eu resenhei tem pouco tempo. Se você ainda não conhece o livro, pode ler sua resenha clicando aqui. A Arlene foi muito gentil em conceder essa entrevista para o Cantinho Cult, e nos contou MUITAS coisas legais. Então se você quer apreciar uma entrevista com uma pessoa super legal, conhecer um pouco sobre a autora e sobre o seu livro, acomode-se em um lugar confortável e vamos lá!

1- Você sempre gostou de escrever?

Sim, desde criança! Eu adorava criar histórias e escrevê-las nos cadernos velhos que tinha em casa. Inclusive, lembro-me de uma tarde (eu devia ter uns oito, nove anos) em que estava com tanto tédio por não ter nada para fazer, que peguei uma folha e um lápis e criei uma história para passar o tempo (risos). Era uma forma de diversão para mim. E continua sendo. Quando entrei na adolescência, esse hábito continuou comigo. Não é à toa que tenho uma caixa enorme com toda minha adolescência documentada em diários e agendas! E ainda guardo os documentos de word das histórias que criava. Quem sabe um dia aqueles rabiscos não viram livros?

2- Quando foi que decidiu que deveria escrever o seu primeiro livro?
Bem, desde que comecei a escrever minhas primeiras histórias mais longas, lá na pré-adolescência, eu sonhava que um dia pudessem ser lidas, porém eu nunca conseguia terminá-las. Logo, em minha mente, ser capaz de escrever um livro completo era algo muito difícil, para pessoas “elevadas” (risos). Então, eu ia brincando de escrever, sem muitas pretensões. Porém, aos 16 anos eu encontrei Jesus e minha vida mudou completamente. Passei a ler muitos livros de estudo e sentia falta de ficções ou romances (porque afinal, eu amava esse tipo de literatura!) que trouxessem uma mensagem com valores bíblicos. Já com 19 anos, eu acabei descobrindo um romance cristão adolescente e foi o primeiro que li da categoria. Me apaixonei! E então senti uma vontade imensa de escrever uma história que falasse sobre o amor de Deus também. Comecei os rabiscos e acabei parando. Depois de dois anos, voltei com tudo e o que motivava meu coração não era nem a expectativa da publicação (eu continuava achando que seria difícil), mas sim o desejo de influenciar os adolescentes a conhecerem Jesus. A verem que, mesmo através de uma história, Ele é real e quer estar presente em nossas vidas. E eu sei o quanto um livro tem o poder de mexer com corações!

3- E, por que um romance Cristão? 

Acho que acabei respondendo sem querer essa pergunta na resposta anterior! (risos). Porém, é importante destacar que apesar do gênero do livro e as intenções com a história serem bem claras, meu objetivo não é falar sobre religiosidade e muito menos impor algo. Eu falo sobre experiências de vida e como elas podem ser tendo Deus presente. 

4- Já escreveu outros gêneros literários? Se sim, quais? 

Ainda não, mas adoraria ter a oportunidade!

5- De onde surgiu a inspiração para criar o livro 'Uma viagem nem um pouco sonhada'? 

Eu percebia que não havia muitos livros cristãos adolescentes. E livros são elementos poderosos para nos ajudar a observar e entender melhor o mundo a nossa volta, então, decidi escrever algo que eu gostaria de ter lido aos 15 anos e que poderia ter me aproximado de Deus naquela época. Quando decidi começar, lembrei-me de uma história que havia iniciado alguns anos antes. Peguei a ideia, mudei algumas boas coisas e com direcionamento do Pai tudo foi se encaixando.

6- Você se identifica com a Betina? O que há de Betina na Arlene?

Em alguns pontos somos bastante parecidas, sim. Eu sou um pouco dramática como ela e de vez em quando pago uns micos por aí! (risos). A minha adolescência se identifica bastante com a dela, o jeito rebelde, reclamão, espevitado... eu era muito assim! Porém, depois de conhecer Jesus muita coisa mudou, assim como no caso dela. Algo que eu considero muito parecido entre nós, é o desejo de fazer as coisas certas que ela desenvolve no decorrer do livro, sabe. Para mim, a vida cristã também foi e continua sendo uma construção rumo a fazer a vontade de Deus todos os dias. Muitas pessoas me perguntam se a história da Betina foi inspirada em minha história. Não, não foi. Embora eu já tenha encontrado meu Noah e até me casado com ele, hehe. Mas têm muito de minhas vivências no livro, não há dúvidas.

7- Como você se sente quando as pessoas vem dizer que gostaram do seu trabalho, que o livro os inspirou e que se identificam com as coisas que a Betina passou no livro? 

Eu me sinto feliz demais! É uma gratidão muito grande. Só Deus e meu marido sabem como foi um processo regado a oração e pedidos de direcionamento ao Senhor. Sinto que Ele me inspirou a escrever e por isso Ele sabia o que tocaria o coração das pessoas. Só consigo agradecê-Lo por me usar como instrumento. 

8- Eu sei que todos os personagens são especiais para um autor, mas quais dos seus personagens são os seus xodós? 

Ah, a turminha toda é muito especial para mim! Mas não tenho como negar que escrever as cenas com Betina, Noah, Sissa e Nanda me deixavam com bastante expectativa! Eu amo a amizade deles e o jeitinho como cada um foi construído!

9- Todo mundo tem um "ritual" de escrita, qual é o seu? O que você faz antes e durante a escrita? 

Bom, eu tenho um caderninho e vários post-its em minha escrivaninha onde escrevo as ideias sobre a história. Geralmente são tópicos que depois vou envolvendo de um jeito ou de outro na narrativa. O primeiro livro comecei sem um roteiro definido e nem imaginava como seria o final, então eu simplesmente me sentava em frente ao computador e as coisas iam fluindo. Lá para o meio da história eu comecei a planejar melhor o que aconteceria adiante e organizar as ideias. Foi aí que comprei o caderninho! Mas escrever é sempre uma surpresa, então enquanto escrevo muitas ideias vão surgindo e às vezes mudam aquilo que eu tinha determinado de antemão. Não ligo. Assim é tão legal! rs. E ah, raramente consigo escrever ouvindo música!

10- E por último, mas não menos importante, você me disse que haverá uma continuação de "Uma Viagem nem um pouco sonhada". Já sabe como vai ser esse livro? Pode contar um pouquinho para a gente? Ou esse é um segredo de estado?

Já comecei a escrever o segundo livro. Se dependesse da minha vontade estaria terminando-o! Porém, o TCC e o final da faculdade não me permitem ainda. Já tenho praticamente toda a história montada, falta passar a maior parte dela para o papel. Mas é aquilo que disse, o processo de escrita é sempre uma surpresa. Não posso falar muito ainda, mas dá para adiantar que Betina terá alguns bons desafios pela frente e precisará refletir sobre quem é de verdade e quem Deus quer que ela seja. E é claro que nesse meio teremos algumas aventuras, personagens novos e os queridinhos do livro 1 não deixarão de marcar presença!
Agradeço pela entrevista! Que seu blog continue sendo um sucesso!



Sabe aquelas pessoas que você simplesmente quer colocar em um potinho pra cuidar e proteger? Essa é a Arlene! Ela é muito fofa, mas eu já disse isso, né? Quero mais uma vez agradecer a autora pelo carinho, atenção, por conceder essa entrevista e também por escrever um livro que mexeu tanto comigo e com o meu coração, mostrando que não importa a idade, uma leitura de um livro escrito com o coração pode tocar as mais diferentes pessoas. Aguardo ansiosa para ler a continuação desse livro sensacional e desejo que Deus te dê muito mais inspiração para trazer livros maravilhosos para todos nós!

Me digam o que acharam da entrevista, da autora, do livro... O que acharam mais interessante? Vou adorar saber de vocês! Fiquem sempre por aqui!

Beijinhos e Até a Próxima!
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