21 fevereiro 2018

Resenha: O Diário de Anne Frank


Título: O Diário de Anne Frank
Autora: Anne Frank
Editora: Record
Número de Páginas: 416
Ano de Lançamento: 2014

Sinopse:
Nova edição com capa dura de um dos livros mais importantes do século XX.
O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, os medos e as pequenas alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocauto.
Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos livros mais lidos do mundo. O relato tocante e impressionante das atrocidades e dos horrores cometidos contra os judeus faz deste livro um precioso documento e uma das obras mais importantes do século XX.
Edição de luxo com capa dura.
Com a menção de Anne Frank no filme A culpa é das estrelas, o livro despertou interesse no público jovem, ficando diversas semanas entre os 100 mais vendidos no país de acordo com a Nielsen.
Mais de 420 mil exemplares vendidos no Brasil.
O relato pessoal mais emocionante sobre o Holocausto continua surpreendendo e impressionando! The New York Times

Acho que nunca li um livro tão real e vívido como esse. Ler o diário de alguém é tão íntimo e tem uma grande força. Acompanhar os pensamentos e sentimentos de Anne Frank desde antes de precisar se esconder, ajuda a ver as mudanças que ocorreram durante os anos. Podemos ver seu amadurecimento do ano de 1942 até 1944, ela cresce e repensa sobre outras coisas que escreveu antes, se retratando por sua imaturidade e até mesmo egoísmo.

O diário também mostra muito do comportamento humano, já que temos duas famílias morando juntos e mais um conhecido. Vemos também que mesmo em momentos críticos como aquele e onde amigos estão ajudando e existem pessoas em situação semelhante, o ser humano ainda pode ser muito ingrato e egoísta. Acho que grande parte dos problemas além de ter 8 pessoas diferentes compartilhando o mesmo ambiente, se deve ao fator do confinamento e todos os outros problemas exteriores, junto com a expectativa para o futuro.

Me envolvi muito com o livro e me senti próxima até de Anne Frank, percebendo que compartilhamos alguns sentimentos parecidos, mas diferentes em muitos pontos. Anne era uma menina muito madura, e ouso dizer que moderna e a frente de seu tempo. Tinha uma visão do mundo que muitos de sua idade não tem, não sei se por essa mesmo ser a Anne ou devido a Guerra e tudo o que ela causou. Ela reflete muitas vezes sobre isso.

Ler este livro, conhecer a história pelos olhos de Anne é uma experiência incrível e tocante, que faz com que nos sintamos ali no Anexo Secreto em Amsterdã, torcendo para que a Guerra acabe e fique tudo bem. Podemos sentir a mistura de sentimentos dos Judeus escondidos, medo, desespero, tristeza, esperança, alegria... Tudo. Embora comecemos a ler o livro já sabendo o final, é inevitável não se apegar e não se envolver, fazendo que ao ler o posfácio algumas lágrimas escapem. Queria que Anne não tivesse passado por isso, queria que sua família não tivesse passado por isso... Queria que os Judeus não tivessem passado por isso, e queria que mais ninguém precisasse passar por algo assim.

O meu livro se trata da 70° Edição, com a capa imitando o Diário original de Anne. Era um sonho obter essa edição, sonho realizado e não fui decepcionada. Edição maravilhosa, de capa dura e de qualidade. A diagramação é incrível e linda. Adorei o fato de ter fotos de todos que apareceram neste livro. Leitura recomendada a todos, e já aviso para preparem lencinhos para o final caso seja muito emotivo.

Nota:

Preocupada com a ideia de ir para um esconderijo, juntei as coisas malucas na pasta, mas não me arrependo. Para mim, as lembranças são mais importante do que os vestidos. - Pág. 41
Porque, apesar de tudo, ainda não tenho bastante fé em Deus. Ele me deu tanto, me deu coisas que eu não mereço, e mesmo assim cometo tantos erros todos os dias! - Pág. 197
Temos grandes motivos para esperar grande felicidade, mas... precisamos merecê-la. E isso é algo que não se pode conseguir pelo caminho fácil. Merecer a felicidade significa fazer o bem e trabalhar, e não especular e ser preguiçoso. A preguiça pode parecer convidativa, mas só o trabalho dá a verdadeira satisfação. -Pág. 391
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário